Andando Por Aí

16º Dia – 15/08/2013 – San Antonio de Los Cobres (Arg) – San Pedro de Atacama (Chi)

Lu, Maristela, Tadeu, Gabriel, Papa Jose Bru, Jose Bru

Lu, Maristela, Tadeu, Gabriel, Papa Jose Bru, Jose Bru – San Antonio de Los Cobres – Arg

Reabastecendo - San Antonio de Los Cobres - Arg

Reabastecendo – San Antonio de Los Cobres – Arg

Hoje vamos deixar a Argentina e vamos para o Chile, para isso acordamos relativamente cedo, por volta de 7.30 da matina e tomamos o café simples da Hosteria la Esperanza. Foi o dia também de nos despedirmos no nosso novo amigo, o fotógrafo espanhol Carlos, mas também será o primeiro dia que teremos a companhia do homenageado de nossa expedição, Jose Bru e seu pai, uma grande honra para nós!

Antes de pegarmos a estrada, contudo, aproveitamos para completar os tanques dos carros e os tonéis extas que levamos com Euro Diesel que pedimos para um amigo do dono da Hosteria trazer de Salta. Em S.A. de los Cobres não há combustível confiável, pagamos um pouco mais caro pelo diesel, mas com certeza valeu a pena, gostaria de agradecer também ao Sérgio, dono do pequeno hotel, por essa gentileza.

Salar del Rincon - RN51 - Arg

Salar del Rincon – RN51 – Arg

Depois de algumas fotos com Jose e Papa Jose começamos a rodar. Nosso destino: Paso de Sico, para tal seguimos pela RN 51, toda em rípia e bem sinalizada, até com um movimentinho devido às mineradoras. Fizemos poucas paradas, uma no Alto Chorrilo e outro no Salar del Rincon. Tinhamos um pouco de problema com a comunicação como Jose, mas nada preocupante.

Chegamos sem problemas até o Paso de Fronteira de Sico, no entanto tivemos a péssima surpresa ao sermos informados pela Gendarmeria Nacional que pelo lado chileno embora não houvesse mais neve pela estrada os Carabineros de Chile ainda não haviam liberado a passagem de veículos. Assim uma dica simples e importante é antes de sair de S. A. de los Cobres é perguntar no Posto da Gendarmeria como está a situação da fronteira.

Paso de Sico - Arg

Paso de Sico – Arg

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Catua – Arg

Sem alternativa, só nos sobrou seguirmos para o Paso de Jama, mais ao norte e quase sempre aberto por ser o principal. Para lá chegarmos tivemos que passar por uma estrada alternativa que atravessa a pequena vila de Catua e segue rumo à RN52. Foram cerca de 70 km numa via quase que deserta até o asfalto, no entanto não tivemos problemas e daí em diante, até San Pedro de Atacama, nada mais de rípia, para falar a verdade encerramos nossos grandes deslocamentos por esse tipo de pavimento, agora só nos resta um, já na Bolívia.

Logo na chegada ao asfalto tivemos que encher o pneu do Troller que insistia em vazar, e antes que chegamos a Paso de Jama propriamente dito ainda fomos atrás de uma “gomeria” numa pequena vila nas cercanias, entretanto nada feito, apenas enchemos o encrenqueiro e seguimos.

Paso de Jama - Arg

Paso de Jama – Arg

Não tivemos nenhum problema nos tramites aduaneiros, somente fomos informados que o Paso passou dias fechado devido a uma forte nevasca, uma das maiores já registradas.

Burocracia vencida, paramos logo à frente para fotos nas placas da divisa, e daí em diante foram muitas outras paradas ao longo do trecho devido à beleza do lugar, realçada ainda mais pelo branco contrastante da neve. O único contratempo foi que Jose perdeu um dos papeis obrigatórios e teve que retornar para fazer um novo tramite, e nós fomos seguindo devagar a sua espera.

Quando chegamos à Aduana Chilena a tarde já findava. Novamente não tivemos problemas com os papeis, mas o tratamento foi muito mais rude do que do lado Argentino, tivemos que sacar toda a bagagem dos carros para nada, apenas uma olhada. Quando à noite chegou a Land dos “Joses” apareceu no horizonte, agora estávamos com o time completo de novo, foi só esperamos eles fazerem a entrada no Chile e saímos para buscar um lugar para ficarmos.

Ruta 27 - Chile

Ruta 27 – Chile

Todavia, essa foi uma das tarefas mais difíceis de toda viagem, era feriado no Chile e San Pedro estava lotada, andar com os nossos carros imensos pelas vielas da cidade era uma epopeia horrível, para piorar os preços eram absurdamente altos para nós brasileiros, para argentinos eram quase um assalto. Rodamos horas em busca de um lugar até que resolvemos pelo Hotel San Pedro de Atacama um dos maiores da Vila, mas bem caro. Nesse haviam vagas para todos, também com diária acima de US$ 150,00 era de se esperar. Meus Pais, Serjão e Lú se garantiram por lá. Eu, Penna, Jose e Papa Jose seguimos a pé em busca de um outro lugar. Ficamos horas, mas muito tempo mesmo, rodamos toda a cidadela em busca de algo mais justo, contudo, não encontramos nada! Estávamos muito cansados e optamos então em ficarmos num quarto quádruplo no mesmo Hotel.

Restaurante Adobe - San Pedro de Atacama - Chi

Restaurante Adobe – San Pedro de Atacama – Chi

Nem banho tomamos para não desanimar fomos para a rua comer algo e relaxar um pouco, Papa Jose e Jose ficaram para descansar. Para não andarmos mais optamos pelo Restaurante Adobe um dos melhores casas que achei quando estive por ali em 2010. Sentamos e não demorou para o restante da turma chegar. Alguns Piscos Sours e quejadilhas depois podemos dizer que finalmente relaxamos. Mas durou pouco, foi só até a conta chegar, e logo percebemos o quanto éramos felizes na Argentina e não sabíamos!!!

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